Saiba mais sobre a derrocagem

Tira suas dúvidas:

 
O que?

A Portos do Paraná vai remover um pequeno pedaço do maciço rochoso – um volume de 22,3 mil m³ - das formações conhecidas como a “Pedra da Palangana”. O complexo todo tem mais de 200 mil metros cúbicos. Portanto, a ação atinge apenas 12% da pedra. Tecnicamente chamada de derrocagem, a obra é aguardada há anos por toda a comunidade portuária.

 
Quem?

Obra e projeto são desenvolvidos pelo Consórcio BOSKALIS/ FABIO BRUNO/ SLI/ DEC, ganhador da licitação.

 
Como?

O licenciamento ambiental já foi emitido pelo IBAMA (inserido na licença de instalação 1144/2016, da dragagem de aprofundamento de 2017). O projeto executivo para a remoção está pronto. Os programas de monitoramento já estão em andamento e a comunicação com a comunidade segue. A obra tem total transparência. O cronograma da execução está sendo revisto e logo será divulgado aqui mesmo!

 
Onde?

A formação fica submersa na região do Porto de Paranaguá, e está localizada na área de manobra, no extremo leste do cais, limitando a capacidade e o tráfego dos navios na entrada da baía. É, atualmente, um obstáculo para a navegação no porto paranaense.

 
Por quê?

As rochas limitam a profundidade na entrada da baía. A profundidade atual, no trecho mais crítico, é inferior a 12 metros. A execução desta obra permitirá o aprofundamento do canal de acesso principal, na região do maciço rochoso das Palanganas, compatibilizando com as profundidades obtidas na dragagem de aprofundamento – em torno de 14 metros.

A remoção, além de minimizar os riscos de acidentes que podem impactar diretamente no Meio Ambiente e trazer mais segurança na navegação local, dará condição para receber navios maiores, mais capacidade operacional, o que impacta diretamente na movimentação e na economia como um todo.

 
Como assim beneficia a economia?

Mais de 44% de todos os empregos da região estão ligados, direta ou indiretamente, aos portos. Além disso, a arrecadação dos municípios de Paranaguá e Antonina têm como base os impostos pagos pelas empresas que atuam no setor. Por isso, o porto precisa se manter competitivo para manter a atividade aquecida, conservar estes postos de trabalho e gerar ainda mais oportunidades.

 
Ganho operacional?

Sim. A derrocagem permitirá a redução do tempo de espera para as manobras de atracação e desatracação e, consequentemente, um incremento nas janelas operacionais – que é o período em que os navios têm condições de manobrar.

 
Quanto?

O investimento é de cerca de R$ 23,28 milhões, com recursos próprios da empresa pública.

 
O que mais?

A obra seguirá todos os protocolos de segurança e será realizada de forma controlada, com todos os cuidados para o meio ambiente, para a população que vive nas proximidades e para o porto.

 
Conte mais sobre a obra!

Todo o processo deve durar cerca de oito meses. A obra compreende a mobilização dos equipamentos, perfuração, desmonte e remoção das rochas. A fragmentação da porção do maciço rochoso a ser derrocada se dará por explosões subaquáticas.

Tudo deverá seguir janela de execução de forma a não afetar a passagem de navios e operação do porto.

Finalizada a derrocagem, a empresa fará uma batimetria de categoria A, que mede a profundidade da área e é usada para garantir a segurança e a eficiência do tráfego de embarcações.

Os resultados desta medição serão encaminhados à Marinha para validação e determinação de um novo calado, que corresponde à altura de água necessária para o navio flutuar livremente.

 
E como fica a operação?

Nos momentos em que a ação estiver ocorrendo dentro do limite do canal de navegação, o mesmo estará obstruído pelos equipamentos e a passagem de embarcações estará impedida. Nesta situação, para permitir as manobras dos navios na região, haverá a suspensão das operações de derrocamento dentro do canal, considerando uma janela diária para as manobras: entre as 4 horas antecedentes à preamar, estendida até 2 horas após a preamar (total de 6 horas).

Adicionalmente, parte do fluxo de navios será feito pelo canal de acesso alternativo, o Surdinho, que já recebe nova sinalização náutica. Graças a dragagem realizada no ano passado, o trecho conta hoje com calado de 12 metros e garante a segurança na entrada e saída de navios de grande porte.

 
 EM DETALHES, VAI FUNCIONAR ASSIM:

1) Primeiro, um grupo de observadores procuram animais na superfície. Enquanto isso, um grupo de mergulhadores verificas e existem peixes ou outros animais marinhos na área da detonação.

2) Em seguida, com um dispositivo que emite vibrações sonoras, repelemos animais para fora da área de impacto das detonações.

3) O próximo passo é a instalação de uma cortina de bolhas, que reduz o impacto da detonação e impede a reaproximação dos animais.

4) Antes da detonação, os mergulhadores se distribuem para verificação completa da área.

5) Na sequência, uma barcaça se posiciona em cima das rochas e deposita os explosivos nos furos já realizados pelos perfuradores.

6) A detonação dos explosivos acontece.

7) Depois da explosão, uma draga mecânica equipada com guindaste e grab (concha) ou escavadeira recolhem os pedaços menores das rochas e os depositam em uma barcaça com cisterna.

8) Já em terra, as rochas serão recicladas através de britagem e doadas para as prefeituras de municípios da região.

Desde a contratação até 1 ano após a conclusão da obra, todo o procedimento tem um monitoramento ambiental especializado, que inclui também programas de controle ambiental.

 

Fato x Fake

Fato x Fake

Confira aqui os materiais sobre a obra:

Folder (Maio 21)

Folder (Agosto 21)

Boletins Diários

Anúncios 1 (28 e 30/08/2021): Folha do Litoral / JB

Histórico do processo

Cronograma da Obra

Atualizado em 14/10/2021

***As datas poderão sofrer alterações devido a intercorrências operacionais, climáticas e ambientais. Clique aqui para baixar em PDF

Mapa - Confira aqui a indicação dos locais da obra:

Indicação dos locais da obra.

Clique aqui para baixar em PDF -  Mapa  

PROGRAMAÇÃO COM AS JANELAS DE MARÉ LIVRE - ÁREAS DE DERROCAGEM 01B e 03 - DE 15/10 a 07/11/2021:

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