Simulado testa atendimento ao coronavírus no Porto
21/02/2020 - 17:11

Um exercício simulado reuniu agentes de saúde, trabalhadores e autoridade portuária no combate ao coronavírus no Porto de Paranaguá, nesta sexta-feira (21). A simulação da chegada de um tripulante de navio com sintomas do novo COVID-19 reuniu Portos do Paraná, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Primeira Regional de Saúde, SAMU, Hospital Regional do Litoral e o Órgão Gestor de Mão de Obra do Trabalhador Portuário (OGMO).

A ação teve o apoio de um navio de bandeira russa e do agente marítimo e serviu para se testar todo o processo de atendimento, desde a comunicação feita pelo comandante até a retirada do paciente e encaminhamento ao hospital.

“O objetivo é entender todo o fluxo que será adotado em casos reais, identificar possíveis falhas e, então, fazer as adequações necessárias e atender da maneira mais rápida e eficiente”, explica Felipe Zacharias, chefe da Seção de Segurança e Medicina do Trabalho da Portos do Paraná.

De acordo com ele, é essencial que os órgãos envolvidos trabalhem em sintonia. “Se nossa comunicação falha, muito provavelmente o atendimento também vai falhar. Por isso, a intenção é envolver todos na sistemática, já que a operação portuária é muito complexa e ainda não existem casos da doença no Brasil”, aponta.

SIMULAÇÃO: O exercício começou com o contato feito pelo comandante do navio, que acionou a agência marítima sobre a suspeita da doença. A empresa, que atende o transportador no Porto de Paranaguá, fez o comunicado para a Anvisa e o setor responsável da Portos do Paraná.

A partir disso, a Guarda Portuária foi acionada para fazer o isolamento do acesso ao navio, enquanto a Anvisa chegava ao local para avaliar a situação. “A participação da Guarda neste tipo de simulação é importante porque permite que a equipe se prepare para erros que não podem ser cometidos em uma situação real”, conta o chefe da Guarda Portuária, Cesar Kamakawa.

Constatado a suspeita de COVID-19, uma equipe do OGMO foi chamada para fazer o traslado do “paciente”, de ambulância, até o Hospital Regional do Litoral. No Hospital, o “paciente” foi encaminhado a um leito especial, já preparado para estes tipo de caso.

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