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01/11/2017

Nota de esclarecimento

Em resposta à nota da AOCEP - publicada na edição desta quarta-feira (01), no Jornal Folha do Litoral, edição n. 1431 - relacionada aos processos de concessão de áreas públicas à iniciativa privada a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) informa:

1- Que o Governo Federal vem executando um programa de expansão da oferta de serviços portuários em todo Brasil. O modelo de concessão de áreas públicas à iniciativa privada, desde 1993, demonstrou-se adequado, promovendo ganhos de capacidade e condições operacionais aos usuários, bem como oportunidades aos trabalhadores em todos os portos brasileiros.

2 - No caso do Porto de Paranaguá, o processo de manutenção do cais público, com interligações diretas com terminais privados, consolida o caso de sucesso do Corredor de Exportações dos Portos do Paraná, que registram recordes consecutivos.

3- Os silos públicos do Porto de Paranaguá, concebidos há quase 50 anos, tinham o objetivo de induzir, fomentar e dar condições à expansão do agronegócio brasileiro. Ao longo dos anos, o perfil de comercialização e movimentação de cargas mudou consideravelmente, passando os silos públicos a movimentar predominantemente cargas das empresas multinacionais e também de proprietários de terminais privados.

4 - Esta situação pode ser observada através da análise dos dados estatísticos de 2017, publicados pela APPA, onde podemos verificar que os silos públicos perderam sua função de indutor do agronegócio passando a servir aos grandes grupos econômicos.

5 - Analisando as estatísticas de 2017, verificamos que 81% das cargas movimentadas através dos silos públicos são de empresas multinacionais, ou de empresas que já possuem terminais portuários próprios no Porto de Paranaguá.

6- Nos últimos anos tivemos o aumento da capacidade instalada do Porto com um acréscimo de 200.000 toneladas no sistema Corredor de Exportação, ampliando a oferta de serviços portuários aos usuários dos Portos do Paraná e ofertando novas opções para os exportadores.

7 - A nota da AOCEP, publicada no jornal Folha do Litoral, demonstra a vontade de manutenção de uma reserva de mercado, em que atualmente 5 operadores portuários detém a movimentação de 94% do total da capacidade instalada dos silos públicos do Porto de Paranaguá, prestando serviços para grandes grupos econômicos.

8- Neste sentido, cabe mencionar que a decisão do Governo Federal de arrendamento de áreas públicas, segue única e exclusivamente o atendimento a legislação vigente, buscando o aumento da capacidade instalada do Porto de Paranaguá, que, aí sim, permitirá melhor atendimento das cargas do Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, e outros.

9 - Cabe ainda informar que, de acordo com o Convenio de Delegação n. 37/01, que trata da concessão dos Portos de Paranaguá e Antonina, há mais de 15 anos estabelece as premissas de transferências das operações portuárias para área privada, mantendo-se o porto público de Paranaguá, não havendo nenhuma incongruência na proposta do Governo Federal.

10- Sob este ponto de vista, a decisão do Governo Federal é adequada, possibilitando a ampla participação das empresas interessadas, possibilitando a todos condições de competição e concorrência, mediante de licitação pública. A expansão dos serviços portuários em Paranaguá, vem garantindo bons serviços portuários, com a quebra de todos os recordes históricos do porto, empregos e renda no município de Paranaguá. Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina.
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